Olhe para isso.
Basta olhar para isso. O Ferrari HC25 não é um carro para todos, e honestamente? Esse é o ponto. É um “roll-top puro e intransigente” saído direto da oficina de Projetos Especiais de Maranello, reservado para clientes com muito dinheiro e gostos muito específicos. Sorte, não é?
Flavio Manzoni – chefe de design – queria algo que olhasse para o futuro e ao mesmo tempo ecoasse o próximo hipercarro F80. Então eles construíram isso.
Tem curvas. Grandes. Voluptuoso, quase, mas afinado para esconder o vidro e abaixar os ombros. Uma faixa preta brilhante envolve o meio, dividindo a pintura fosca Moonlight Grey. Também não é apenas decoração. O ar entra lá. A forma de seta na lateral engana os olhos, adicionando impulso onde não deveria haver, destacando aquelas enormes ancas traseiras.
Até as luzes são personalizadas. A nova tecnologia permite que eles façam lentes mais finas, uma novidade na Ferrari. Os DRLs? Em forma de bumerangue. Exclusivo. No interior, o tema bumerangue retorna nos bancos – costura amarela contra tecido cinza. É refrescante ver algo que não é apenas fibra de carbono e Alcântara coladas em todos os lugares.
Sob a pele, porém, as coisas são mais simples.
Baseado na antiga plataforma F8 Spider. Não é o híbrido 296 GTS do qual ninguém fala direito. Sem complicações híbridas plug-in. Apenas um V8 biturbo de 3,9 litros atingindo 8.000 rpm. 710 cv. Tudo enviado para as rodas traseiras. Os escapamentos ficam logo acima do difusor agressivo, cantando alto e orgulhosos.
A Ferrari iniciou esses projetos especiais em 2008. Já vimos coisas malucas antes. Lembra do SP1 2 EC de Eric Clapton? Inspirado no 512 BB, naturalmente. Cada uma dessas peças únicas leva cerca de dois anos para ser produzida. O cliente senta-se na cadeira a cada passo do caminho.
Quanto valem dois anos para eles?





























